Subsídio inicial é de R$ 5.565 para 40 horas semanais. Seduc-SP tem 5 mil cargos efetivos autorizados e edital ainda não publicado.
Dois despachos do governador, assinados em 27/08/2026 e publicados no Diário Oficial do Estado em 28/08/2026, autorizaram a Secretaria da Educação (Seduc-SP) a abrir concurso para 5.000 cargos efetivos de Professor de Ensino Fundamental e Médio. São 3.000 vagas com carga de 40 horas semanais e 2.000 com 25 horas. O edital ainda não foi publicado, e banca, taxa e cronograma seguem indefinidos.
A rede estadual paga por subsídio, modelo criado pela Lei Complementar 1.374/2022. O valor de referência mais recente está no edital do processo seletivo de temporários de 2026, organizado pela FGV: R$ 5.565,00 para 40 horas semanais, com pagamento proporcional às aulas atribuídas. Pela mesma proporção, o cargo de 25 horas ficaria perto de R$ 3.478.
O Decreto 70.483, de 25/03/2026, fixou em R$ 5.130,63 o piso para 40 horas na rede estadual, com efeito retroativo a 01/01/2026. Na prática, o subsídio de entrada supera o mínimo nacional em cerca de 8%. É uma remuneração inicial competitiva no magistério público, mas com pouca folga sobre o piso.
A seleção autorizada corresponde a um terço do concurso de 2023, que ofereceu 15 mil cargos de professor. Menos vagas tendem a deixar a disputa mais apertada, sobretudo nas disciplinas com sobra de licenciados. As datas confirmadas até 03/10/2026 são estas:
- 27/08/2026: assinatura dos despachos de autorização
- 28/08/2026: publicação no Diário Oficial do Estado
- 28/09/2026: resultado definitivo da prova objetiva do processo seletivo de temporários (FGV)
A seleção vale mais para quem já leciona como temporário na rede e fez a prova de 2026. Esse candidato conhece a rotina das escolas estaduais e troca um contrato por prazo determinado pela estabilidade, com o mesmo subsídio de entrada. Também atende bem quem está em início de carreira e busca o regime de 40 horas.
Vale a pena para licenciados que querem vínculo efetivo com o estado e podem esperar o edital estudando o Currículo Paulista e a legislação educacional. Não vale tanto para quem já recebe acima de R$ 5,5 mil em rede municipal ou particular, porque o ingresso paga pouco mais que o piso. Acompanhe a autorização no comunicado oficial do Governo de SP



